quinta-feira, 5 de abril de 2012




Artistas da cidade se manifestaram, no último dia 10, com o único objetivo de divulgar a cultura da cidade de Planaltina e parte do seu patrimônio histórico, buscando atrair a atenção para alguns dos muitos pontos de cultura da mesma como: a Pedra Fundamental¹ e o Morro Da Capelinha². “O Morro Da Capelinha foi escolhido por ser um espaço cultural e a Pedra Fundamental, pela sua importância histórica”, declara Raquel Ely.

“Nosso objetivo é dar visibilidade turística à Pedra fundamental e também divulgar projetos em andamento, no Morro da Capelinha, efetivando o local como um dos vários espaços culturais da cidade. Nunca foi nosso objetivo protestar contra governos, muito menos provocar nenhum seguimento religioso”, esclarece Juninho Ribeiro.

Partindo da premissa que o corpo é a principal ferramenta do artista, os jovens artistas planaltinenses - Juninho Ribeiro, Raquel Ely e Rodney Weverson - buscaram explorar da melhor forma, essa ferramenta, que todos têm a oportunidade de apreciar. A nudez foi o recurso utilizado e o grupo conseguiu seu propósito inicial, que era chamar a atenção para lugares tão importantes para a história e para a cultura planaltinenses. “Estar nu foi a forma que encontramos para atrair a atenção de todos, artistas ou não. Nossa intenção é que, com essa proposta e as matérias que estão sendo publicadas a partir delas, os moradores de Planaltina valorizem e tenham mais carinho e cuidado com sua história e que consigamos tambem mais investimentos para a cultura local." afirma Rodney Weverson.

Nota de Esclarecimento




Artistas da cidade se manifestaram, no último dia 10, com o único objetivo de divulgar a cultura da cidade de Planaltina e parte do seu patrimônio histórico, buscando atrair a atenção para alguns dos muitos pontos de cultura da mesma como: a Pedra Fundamental e o Morro Da Capelinha. “O Morro Da Capelinha foi escolhido por ser um espaço cultural e a Pedra Fundamental, pela sua importância histórica”, declara Raquel Ely. “Nosso objetivo é dar visibilidade turística à Pedra fundamental e também divulgar projetos em andamento, no Morro da Capelinha, efetivando o local como um dos vários espaços culturais da cidade. Nunca foi nosso objetivo protestar contra governos, muito menos provocar nenhum seguimento religioso”, esclarece Juninho Ribeiro.Partindo da premissa que o corpo é a principal ferramenta do artista, os jovens artistas planaltinenses - Juninho Ribeiro, Raquel Ely e Rodney Weverson - buscaram explorar da melhor forma, essa ferramenta, que todos têm a oportunidade de apreciar. A nudez foi o recurso utilizado e o grupo conseguiu seu propósito inicial, que era chamar a atenção para lugares tão importantes para a história e para a cultura planaltinenses. “Estar nu foi a forma que encontramos para atrair a atenção de todos, artistas ou não. Nossa intenção é que, com essa proposta e as matérias que estão sendo publicadas a partir delas, os moradores de Planaltina valorizem e tenham mais carinho e cuidado com sua história e que consigamos tambem mais investimentos para a cultura local." afirma Rodney Weverson.
Cia Quebrando o Gelo



sábado, 24 de março de 2012

Vinho E Humor Secos



   Dizem que tudo que é bom dura pouco. Eu não sei se posso dizer o contrário.
   
   Esses dias atrás, abri uma garrafa de vinho que valia muito mais do que a dignidade de muitas pessoas. E mesmo assim, ela não durou trinta minutos.

   Era um vinho fino e de bom trato (tinto e seco), coisa pra poucos. Eu nem sei se sou um deles, mas entornei mesmo assim. Sozinho! 


   Aquele vinho não nascera pra ser brindado. Dispensava acompanhamento e companhia. Um vinho solitário. Encorpado! Tinha mais personalidade do que quem o havia comprado. Afinal, sua idade impunha respeito.


   Pessoas deviam envelhecer como o vinho, suaves quando nascem, fortes e imponentes quando jovens, sábias e ainda suaves quando velhas. 


   Só espero encontrar uma mulher tão saborosa quanto um vinho, embora o vinho seja um simbolo fálico. Mais fálico que o próprio falo. Senão vinho, o que deve ser o homem? 


   Um homem nasce e cresce sem esperança de ser degustado, brindado, ou até mesmo, prestigiado. O vinho já nasce com glória e destino. Deitado, descansa esperando o homem cansado, o poeta, o bêbado, a prostituta e o vigário. Embora desconheça o seu destino, se porta com dignidade, será sempre comemorado.


(Rayvner Ferreira)

Sem Receio

   
   Mesmo sem saber, eu queria te provar, como quem pede o café no horário do jantar. E se não tivesse sobremesa, eu comeria a mesa, sem receio de você não gostar.


(Rayvner Ferreira)

terça-feira, 13 de março de 2012

Eduardo e Mônica

Eduardo e Monica
Direção- Renato Telles
Elenco -  Juninho Ribeiro e Raquel Ely
Maquiagem - Jherus Eulálio
Figurinos -  Miguel Habacuc e Jean Fernando  
Fotografia- Cláudio Abrantes e Francisca Fonseca
Equipe Técnica - Naná Eulálio, Arthur Cavalcante, Jherus Eulálio, Tamara Dias, Lúcio Cardia  
Roteiro - Renato Telles, Raquel Ely, Cláudia Amorin e Rodney Weverson.
Fragmentos -  Renato Russo, Cecília Meireles, Shakespeare e Clarice Lispector.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Toalha De Mesa


  Gosto do pão que esfarela. É sinal de que foi feito com amor, com zelo. Como sem cuidado. Minha fome e vontade nem sempre tem educação, e nunca tiveram orgulho. Como depressa, derrubando as migalhas na mesa e no chão.
  
  Toalha de mesa não tem vaidade, seja de crochê, de renda, de plástico, adamascada, bordada, redonda. Por mais que ela esteja suja, manchada, você nunca vai ouví-la reclamar. Diferente da estante, que qualquer coisinha fora do lugar é gritante, a mesa aceita as migalhas. Não reclama da sujeira, não se importa em estar usada. Ela nasceu pra servir e não reclama outros direitos.
   
  É tão bom sacudir a toalha de mesa. Me parece o cuidado que se deve ter com as mulheres. É como morder a carne que não deve sangrar. Morder os lábios sem tirar um pedaço da boca. Arranhar as costas, como quem arranha um violão. Não se arranha por maldade, apenas arranhamos pra ouvir uma canção ou um gemido.
  
  Gosto dos farelos de pão sobre o chão da sala. Gosto de deixar as migalhas, pra que o vento tenha o que levar. E pra que nenhum passáro passe fome na poesia.

(Rodney Weverson)